O varejo brasileiro começa a apostar em um novo formato de ocupação comercial: lojas de maior porte, instaladas em endereços valorizados e concebidas para ampliar a experiência do consumidor com as marcas. A chamada loja-vitrine ganha espaço nos planos de expansão de grandes redes, que buscam combinar presença física, exposição de marca e integração com os canais digitais.

O movimento coloca em evidência a importância da localização e dos custos de ocupação na escolha de pontos comerciais, especialmente em regiões de grande circulação e relevância para o varejo, como a Avenida Paulista e a Rua Oscar Freire, em São Paulo.

Avenida Paulista concentra atenção do varejo e registra valores expressivos de locação

A escolha de endereços premium envolve uma análise que vai além do fluxo de consumidores. O valor do aluguel, o potencial comercial da região e o posicionamento da marca são fatores que influenciam diretamente a viabilidade dessas operações.

De acordo com levantamento da Binswanger Brazil, o valor médio pedido para locação de lojas na Avenida Paulista é de R$ 128,83 por metro quadrado. No Shopping Pátio Paulista, também localizado na avenida, o valor mínimo de aluguel chega a R$ 220,53/m², uma diferença de aproximadamente 70%.

Os números demonstram a variação dos valores de locação dentro de uma mesma região e reforçam a importância de avaliar as características de cada ponto comercial antes da tomada de decisão.

Valorização dos imóveis comerciais influencia negociações

A retomada da procura por espaços comerciais em regiões consolidadas também repercute nas negociações entre proprietários e ocupantes.

Segundo Isabela Monastersky, diretora de Avaliação da Binswanger Brazil, a maior demanda por lojas em endereços valorizados tem levado proprietários a rever os valores de locação. Esse movimento sucede um período em que, durante a pandemia, muitos imóveis precisaram aceitar condições comerciais menos favoráveis para manter a ocupação.

A recomposição dos valores também encontra desafios nos contratos de locação, geralmente firmados por períodos de três a quatro anos, que nem sempre acompanham a evolução dos preços praticados no mercado.

Localização e custo de ocupação entram na conta da expansão

A adoção de lojas-vitrine representa uma mudança na forma como as redes avaliam seus pontos comerciais. Além do potencial de vendas da unidade, o imóvel passa a integrar uma equação que considera exposição da marca, relacionamento com o consumidor e contribuição para os canais digitais.

Nesse cenário, a escolha do endereço ganha ainda mais relevância. A análise do mercado de locação comercial, dos valores praticados e das características de cada região contribui para decisões mais consistentes de expansão e ocupação.

A presença da Binswanger Brazil na cobertura do Valor Econômico reforça a relevância da inteligência imobiliária para compreender as transformações do varejo e os movimentos do mercado de imóveis comerciais.

Leia a matéria completa no Valor Econômico: Varejistas testam ‘loja-vitrine’ como novo modelo de expansão