Os galpões logísticos das Casas Bahia estão no radar de empresas que acompanham o mercado diante das incertezas enfrentadas pelo grupo. Atualmente, a companhia ocupa 300,3 mil m² em condomínios logísticos de alto padrão, de acordo com levantamento da área de Inteligência de Mercado da Binswanger Brazil.
O movimento chama atenção em um momento de forte atividade no mercado de galpões logísticos, especialmente entre os ativos de padrão A e A+. A taxa de vacância do segmento está em 5,5%, enquanto os valores dos contratos também registram reajustes.

Interesse por espaços logísticos
Diante das incertezas envolvendo a companhia, empresas estão de olho nos espaços atualmente ocupados pelas Casas Bahia, à espera de possíveis devoluções. O cenário coloca esses imóveis no centro da atenção de potenciais ocupantes em um mercado no qual a disponibilidade de ativos logísticos de alto padrão permanece limitada.
A movimentação também reforça a importância de acompanhar a ocupação e a disponibilidade dos galpões logísticos em diferentes regiões do país. Para proprietários e empresas que buscam novos espaços, fatores como localização, padrão construtivo, infraestrutura e disponibilidade podem influenciar as decisões de ocupação.
No caso dos galpões logísticos das Casas Bahia, o volume atualmente locado representa uma área relevante dentro do mercado de condomínios logísticos de alto padrão. Eventuais devoluções podem alterar a disponibilidade de determinados ativos e gerar novas movimentações entre proprietários e ocupantes.
Reajustes nos contratos de galpões logísticos
Outro ponto destacado no levantamento da Binswanger Brazil é o comportamento dos contratos. Simone Santos, Sócia-Diretora da Binswanger Brazil, afirma que o reajuste médio nos contratos é de 40%.
A informação está inserida em um cenário de baixa vacância e oferta restrita de ativos logísticos de alto padrão. Esse contexto contribui para uma dinâmica de preços que deve ser acompanhada por empresas ocupantes, proprietários e investidores com exposição ao segmento.
O mercado de galpões logísticos também vem passando por mudanças na composição dos seus principais ocupantes. O crescimento do comércio eletrônico ampliou a presença de empresas que demandam grandes áreas para armazenagem, distribuição e atendimento de suas operações.
Comércio eletrônico amplia presença no mercado
O levantamento apresentado na matéria mostra a evolução dos maiores ocupantes de galpões logísticos. Em 2019, empresas como B2W, Magazine Luiza, Ambev, Mercado Livre e Via Varejo estavam entre os principais ocupantes.
Em 2026, o cenário apresentado pelo levantamento mostra uma presença expressiva de empresas ligadas ao comércio eletrônico. Mercado Livre, Shopee e Amazon aparecem entre os maiores ocupantes de áreas logísticas, evidenciando a transformação do perfil de demanda por espaços de alto padrão.
A evolução dos ocupantes ajuda a compreender as mudanças no mercado imobiliário logístico brasileiro e a importância dos galpões para operações de armazenagem e distribuição. O avanço das plataformas de comércio eletrônico, associado à necessidade de estruturas capazes de atender diferentes regiões, mantém o segmento em constante transformação.
Outro dado apresentado é o caso da Americanas. Dos 195 mil m² devolvidos pela empresa, os espaços foram reocupados, em média, após 1,9 trimestre. O indicador demonstra a movimentação registrada na ocupação de determinados ativos logísticos e ajuda a contextualizar o interesse por áreas disponíveis.
Acompanhar os movimentos do mercado
Os dados sobre os galpões logísticos das Casas Bahia, os níveis de vacância, os reajustes contratuais e a evolução dos principais ocupantes ajudam a contextualizar o momento atual do segmento.
Para empresas, proprietários e investidores, acompanhar esses movimentos é importante para entender a disponibilidade de espaços, o comportamento dos contratos e as transformações na demanda por ativos logísticos.
Acesse a matéria completa no Valor Econômico: “Galpões logísticos das Casas Bahia entram no radar do mercado”.