Por Rennan Setti


São Paulo fechou 2025 com a maior “absorção líquida” — diferença entre as metragens alugadas e devolvidas — de áreas de escritórios comerciais de alto padrão (A+ e A) já registrada na cidade. Segundo levantamento da consultoria Binswanger Brazil, a taxa de vacância (grosso modo, o espaço vazio) voltou a ficar abaixo de 15%, fechando o ano em 13,9%, o que não ocorria desde o pré-pandemia.
Também ajudou a reduzir a vacância a tímida inauguração de novos prédios corporativos, que acrescentaram apenas 53 mil metros quadrados de novo estoque a São Paulo no último ano. Para 2026, espera-se a inauguração de 357 mil metros quadrados em escritórios na capital paulista.
A diferença entre aluguéis e devoluções de áreas ficou positiva em 316 mil metros quadrados no acumulado de 2025. No quarto trimestre especificamente, a absorção líquida foi de 105 mil metros quadrados, de acordo com a Binswanger, que atribui o desempenho à continuidade da volta ao trabalho presencial e ao crescimento da economia brasileira.
No último trimestre do ano, a maior locação foi feita pelo Nubank, que assinou área de quase 15 mil metros quadrados no edifício Capote 210, em Pinheiros. Na segunda colocação ficou a Wise, com 14.183 metros quadrados, no River South, na Marginal Oeste. O governo do Estado de São Paulo foi responsável pela terceira maior locação, de 11.900 metros quadrados, no Arena Tower, na Marquês de São Vicente.