A cidade de São Paulo manteve sua liderança no mercado corporativo da América Latina, respondendo por 31% da área total de escritórios ocupada na região nos últimos quatro trimestres.
Embora as métricas variem conforme o escopo de cada consultoria, os principais levantamentos apontam na mesma direção: melhora dos indicadores em São Paulo e redução gradual da vacância.
A Binswanger Brazil registrou absorção líquida de 316 mil m² em lajes corporativas de padrão A e A+ em 2025, com taxa de vacância de 13,9%. Apenas no quarto trimestre, a absorção somou 105 mil m². As variações entre as fontes decorrem do universo monitorado — que pode incluir apenas edifícios de alto padrão ou bases proprietárias distintas —, mas todas convergem quanto à tendência: absorção positiva e queda consistente da vacância ao longo do ano.
Valores de locação avançam com o aumento da demanda
O movimento de recuperação também se reflete nos preços pedidos de locação.
Relatório do BTG Pactual mostra que, em 2025, os valores médios subiram 6%, com contratos ultrapassando R$ 300/m² em eixos corporativos mais disputados.
Na Avenida Faria Lima, os preços se aproximaram desse patamar.
A Binswanger Brazil apurou valor médio de R$ 121,74/m², alta de 5,3% na comparação anual.
Esse avanço ocorre em um contexto de redução no volume de novas entregas, o que contribui para limitar a oferta e sustentar o processo de recomposição de preços.
Eixos corporativos mais ativos
Regiões como Marginal Pinheiros, Faria Lima e Chucri Zaidan concentraram a maior parte da absorção líquida no quarto trimestre, segundo o BTG Pactual.
Esses eixos apresentaram queda da vacância e estabilidade ou alta nos valores pedidos, evidenciando demanda concentrada em localizações consolidadas e de maior liquidez.
Áreas adjacentes também registraram absorção positiva, ainda que em menor intensidade, refletindo um equilíbrio gradual entre oferta e demanda no mercado paulistano.
Tendência de estabilização e valorização
Os levantamentos mais recentes de diferentes consultorias e instituições financeiras indicam absorção líquida consistente, queda da vacância e valorização gradual dos preços em São Paulo ao longo de 2025.
Na prática, os dados confirmam a trajetória de recuperação do mercado de escritórios, marcada por ocupações expressivas, menor pressão de oferta e retomada da confiança corporativa após o período pós-pandemia.